Hoje em dia é muito difícil encontrar alguém que não tenham filhos e um animal de estimação debaixo do mesmo teto. Os peludinhos as vezes chegam primeiro ou depois dos filhos e acabam se tornando membro da família e são inúmeros os benefícios que podem trazer.

O animal de estimação ajudam a desenvolver o senso de responsabilidade, a auto-estima e a educação sentimental dos filhos.

Pesquisas recentes destacam que as crianças que tiveram algum tipo de animal até a idade de cinco anos, se tornaram mais resistentes a algumas doenças. Enquanto isso, aquelas que não tiveram a experiência de ter um animal de estimação, estavam mais vulneráveis a desenvolver alergia e infecções de ordem respiratória.

os animais ajudam a desenvolver o senso de responsabilidade, a auto-estima e a educação sentimental dos filhos./foto: Casa do Brincar
os animais ajudam a desenvolver o senso de responsabilidade, a auto-estima e a educação sentimental dos filhos./foto: Casa do Brincar

Por um primeiro momento, ter um bicho de estimação é uma idéia que parece assustadora para muitos pais. A recusa é justificada pela expectativa de que o animalzinho será capaz de mudar a rotina de toda a família, sem contar os gastos previstos com ração, remédio, vacina e visitas ao veterinário. Mas especialistas em educação e psicologia afirmam que os benefícios da convivência entre os filhos e o animal superam, e muito, as razões apontadas para não ter um bichinho em casa.

A psicóloga Natércia Tiba, especializada em crianças e adolescentes, afirma que o convívio com animal de estimação é muito saudável porque ajuda no processo de desenvolvimento da criança.

Há situações que tornam a presença de um animalzinho ainda mais indicada no lar. Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia e estimula o desenvolvimento afetivo. O animal também ocupa um lugar de destaque na casa onde há irmãos que brigam muito: o bichinho torna-se o foco de atenção e proporciona um relacionamento mais saudável entre as crianças.

Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia/foto: Catraquinha Livre
Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia/foto: Catraquinha Livre

Alguns benefícios que os animais podem trazer aos filhos

Responsabilidade

Ter um animal de estimação exige cuidados e estes cuidados, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do bichinho e do seu cantinho, cuidar da sua alimentação, medicá-lo quando necessário, (com a ajuda de um adulto) também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até a morte. E nesta relação entre a vida e a morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, a criança aprende a lidar com a perda, com a dor.

Relacionamento

Convivendo com animais, a criança aprende a se relacionar com as outras pessoas, desenvolvendo a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de solidariedade, generosidade, zelo, afeto, carinho e respeito.

Desenvolvimento físico

Os animais também podem ser fortes aliados no desenvolvimento físico das crianças através de brincadeiras e exercícios. Os cães, por exemplo, exigem caminhadas diárias, isso pode incitar a criança a fazer passeios e jogos ao ar livre.

Saúde

Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas. Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, autistas, portadores de Síndrome de Down, distúrbios comportamentais e outras afecções.

Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia/foto: Pequenada
Nos casos em que os pais trabalham e os pequenos ficam muito sozinhos, o bicho de estimação faz companhia/foto: Pequenada

Mas qual a idade ideal para iniciar este processo?

A compra ou adoção de um animal de estimação vai depender do tipo de bicho escolhido. No caso do cachorro, por exemplo, crianças de 3 e 4 anos podem tê-los, uma vez que já adquiriram certa autonomia. Nesta idade, nossos filhos possuem habilidades motoras, são capazes de se defender e entender algumas regrinhas do que é ou não permitido fazer. Eles sabem, por exemplo, que não podem subir no cachorro ou puxar suas orelhas.

Para ter um pássaro não há restrição de idade e os pequenos podem ajudar nos cuidados com a limpeza e a alimentação. Os gatos são indicados a partir dos 3 anos. Eles são bichos limpos, carinhosos e proporcionam tranqüilidade. Os peixes também são próprios para crianças com idade a partir dos 3 anos e os roedores são recomendados para a faixa dos 4 anos. Estes últimos são dóceis, tranquilos e exigem uma manutenção barata.

A especialista explica que cabe aos pais avaliar se os filhos estão prontos para ter um bichinho ou não. Para tanto, eles devem estar dispostos a ajudar nas tarefas e isso requer uma dose de paciência e de tolerância. Principalmente em relação às tarefas que exigem maior compromisso com os horários, como dar comida ou remédio. Levar ao veterinário também faz parte da lista de tarefas dos adultos. Já as atividades mais simples devem ser atribuídas progressivamente aos pequenos. Entre outras funções, eles podem pentear o pelo do animal ou colocar água no recipiente.

Conforme o filho for amadurecendo, os pais podem e devem passar outros tipos de responsabilidades. É na faixa dos 12 anos que as meninas conseguem cuidar do animal, já os meninos, só a partir dos 14 anos. “O papel dos pais é servir de guia para os filhos, ensinando e orientando o que eles podem fazer. Os pais são modelos, se tratarem o bichinho bem, a criança fará o mesmo e agirá assim com outras pessoas. Caso contrário, achará que o mau trato é normal e levará essa experiência para o mundo afora”, alerta a psicóloga Natércia Tiba.

Quando um animal de estimação não é uma boa idéia ?

A decisão de levar para casa um cachorro, um gato, um papagaio, um periquito ou qualquer que seja a espécie do bichinho deve ser tomada pelo amor que ele inspira. “O animal nunca deve ser tratado como um brinquedo. Aquele que serve para algumas horas e depois é largado pelos cantos“, alerta Natércia. A psicóloga aponta que nem tudo será um mar de rosas na convivência com o animal, mas os pais devem usar justamente estes momentos para a educação dos filhos.

Na maioria das vezes, a criança vai gostar de estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que pode sentir raiva. Isso pode ocorrer no caso do bichinho não a obedecer, fazer xixi fora do lugar ou morder suas coisas. Provavelmente, a primeira reação do pequeno será bater ou gritar. “É aí que os adultos devem interceder e explicar que o animal não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação”, completa.

Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e você tem dúvidas se atente ao pedido. Quer uma dica? Saiba que um animal de estimação ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.

Cada atitude do filho, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança/foto: Boas Notícias
Cada atitude do filho, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança/foto: Boas Notícias

Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança.

Com crianças acima de 5 anos, os cuidados com seus animaizinhos podem aumentar. O filho já pode levar o bicho de estimação para passear, dar banho e até aprender alguns comandos de adestramento. Existem cursos de adestramento para o público infantil.
O convívio com o animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais de estimação é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista.

Cuidados com o animal de estimação – antes de escolher um bichinho, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com sua possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho, especialmente quanto às zoonoses (doenças que são transmitidas dos animais para o ser humano). No caso, de crianças convivendo com animais isto é muito importante, pois elas estão sempre levando a mão à boca, e o risco de contrair algum tipo de zoonose é maior.

Orientando e apoiando o relacionamento entre os filhos e o animal de estimação é prazerosa e segura para os dois lados.

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